Carinho ou desconforto?

Um grupo de pesquisadores avaliou as respostas fisiológicas e comportamentais dos cachorros, com intuito de compreender quais tipos de carinhos traziam um sentimento agradável para os cães e quais não.

Foram avaliados 28 cães de raças, idade e origem diferentes,  os critérios avaliados tinham enfoque a partir do momento em que os cães recebiam carinho. Todos os cachorros foram acariciados de 9 maneiras diferentes (por 30 segundos de cada vez) por uma pessoa desconhecida:

1- Carinho no ombro do cachorro.
2- Carinho na lateral do peito do cachorro.
3- Carinho na parte de baixo do pescoço do cachorro.
4- Carinho no corpo do cachorro mantendo ele deitado.
5- Carinho segurando uma pata dianteira do cachorro.
6- Carinho na parte superior da cabeça do cachorro.
7- Coçar o cachorro na base da cauda.
8- Segurar o cachorro pela pelagem solta do pescoço (colar).
9- Cobrir o focinho do cachorro com uma mão e apertar.
 

Quando acariciado na cabeça, no ombro, ou uma pata, os cães apresentaram sinais de apaziguamento, no entanto, a grande maioria dos cachorros apresentou comportamentos redirecionados, que sinalizaram que os animais sentiram-se desconfortáveis ​​com o contato físico.

Quando uma pessoa estranha demonstrava um leve constrangimento em relação ao cachorro, e estava por exemplo, segurando o cachorro gentilmente contra o chão, pelo colar ou cobrindo seu focinho com uma das mãos, os cães mostraram de forma geral um aumento de comportamentos de congelamento e de deslocamento, tais como levantar uma pata, olhar para o lado ou se afastar e lamber os lábios.

Em todos estes casos, a frequência cardíaca dos cães também aumentou, como um sinal claro de stress e agitação levando ao comportamento de espreguiçar depois de terem sido tocados. Esta característica de comportamento manifesta um sinal de alívio, uma vez que a interação acabou, o que sugere que os cães não estavam desfrutando dos carinhos.

Já as carícias no peito, foram associadas a uma diminuição da frequência cardíaca, levando os cães a um comportamento mais relaxado.

Não é incomum que os proprietários falhem em reconhecer sinais de estresse sutis de seus próprios cães.

Atitudes como uma virada de cabeça, uma lambida rápida do lábio superior, um congelamento, muitas vezes passam despercebidas como expressões caninas de desconforto.

© Cão Passeador. Todos os direitos reservados. | CNPJ 21.792.962/0001-09