Adestramento x Consultoria

Não são raras as vezes em que um cliente nos telefona perguntando pelo serviço de adestramento, quando na realidade o que ele precisa mesmo é da Terapia Comportamental para seu pet. Existem diferenças entre adestramento e terapia comportamental?

Ainda nos dias de hoje, em pleno século XXI, ainda existem muitas pessoas que acabam por confundir adestramento com a terapia, simplesmente por pura e simples falta de conhecimento e divulgação através dos meios de comunicação.

São inúmeras reclamações que vão desde latidos em demasia até comportamentos compulsivos como giros, lambeduras, passando por agressividade, entre outros.

Nenhum destes “problemas” citados acima se resolve com adestramento.

Mas afinal, qual a diferença???

No adestramento são ensinados COMANDOS ao pet, que no módulo básico são: “junto”, “senta”, “fica”, “deita” e “aqui”, podendo haver combinações dos mesmos.

Comando nenhum resolve problemas de comportamento.

Comandos de adestramento são úteis – e muito – quando utilizados de maneira apropriada no dia-a-dia durante o manejo do cão, como FERRAMENTAL de lida: o pet pode se sentar sob comando para aguardar que você termine de arrumar sua cama, por exemplo, sem atrapalhar seu trabalho.

Todo pet se beneficia com adestramento. Mas nem todo pet se beneficia APENAS com adestramento – caso dos animais com distúrbios comportamentais moderados a graves, sendo necessário aplicar procedimentos psicológicos.

Assim, seu pet pode saber sentar, deitar, ficar, dar a pata, fingir-se de morto…. Mas…. ainda assim mostrar-se agressivo com outros animais e/ou pessoas, latir demais, lamber excessivamente partes do próprio corpo até arrancar os pelos e machucar a pele, provocando sangramento!

Se os comandos não forem utilizados durante todos os momentos de convívio com o animal, certamente ele obedecerá Comandos de Adestramento de pets BEM apenas ao adestrador, atenderá mais ou menos aos tutores / responsáveis / proprietários / donos e o relacionamento dele com estes estará prejudicado pela falta de interação adequada.

Mas como interagir adequadamente com o pet em casa? Os exercícios de adestramento não são suficientes para deixá-lo  emocionalmente e psicologicamente equilibrado?

O fato é que só haverá equilíbrio e harmonia no convívio diário com o pet em casa se as pessoas aprenderem a ler os sinais comunicativos típicos da espécie canina e felina, interpretá-los adequadamente e se comunicarem com eles utilizando uma linguagem clara e objetiva – o que inclui postura corporal, gestual e tom de voz adequados a cada caso.

Conclui-se que os comandos de adestramento são benéficos, mas não totalmente indispensáveis quando se quer ter um animal equilibrado em casa.

Quando os problemas e desequilíbrio emocional e psicológico-comportamental já se instalaram, a Terapia Comportamental é indicada: o profissional terapeuta – especialista em comportamento animal – realiza as sessões, aplicando procedimentos específicos para cada caso em particular – contracondicionamento, dessensibilização, entre outros –  ajudando a reabilitar o pet e ensinando as pessoas da casa a maneira mais adequada de se comunicar com o pet de uma forma eficaz e eficiente.

Agora que você já sabe as diferenças básicas entre os dois tipos de serviço, qual você vai escolher para o seu pet?

  

por Helena Truksa,

Bióloga e Especialista em Comportamento Animal 

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